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Nova Iorque: antiga lixeira transformada em parque solar

por Mäyjo, em 21.04.14

Nova Iorque: antiga lixeira transformada em parque solar

 

Um enorme parque solar vai ser construído em Staten Island, Nova Iorque, levando ao aumento da geração de energia solar, naquela cidade, em 50%. O parque será construído em 19 hectares de Freshkills Park e alimentará cerca de 2.000 casas. O projecto está a ser desenvolvido pela Sun Edison, que arrendou um local que já abrigou a maior lixeira do mundo.

O parque faz parte do PlaNYC, uma estratégia de sustentabilidade de Nova Iorque e que inclui ainda a substituição de toda a iluminação da cidade por lâmpadas LED até 2017.

O anúncio do novo projecto foi ontem feito por Michael Bloomberg, naquela que foi uma das últimas apresentações pública do ainda mayor – será substituído por Bill de Blasio a 1 de Janeiro de 2014.

“Esta será uma janela de sustentabilidade e renovação urbana”, explicou Bloomberg. O local já estava a ser trabalhado há vários anos, tendo sido construídos diversos parques verdes e campos de futebol.

De acordo com funcionários da câmara de Nova Iorque, citados pelo The9Billion, os painéis solares irão também ajudar a população a perceber como pode a energia renovável integrar as redes locais de electricidade, tornando-se parte da estratégia de oferta de energia da cidade.

O novo parque poderá produzir cinco vez mais electricidade que qualquer outro sistema de energia solar em Nova Iorque – com 10 megawatts e 35 mil painéis.

 

in: Green Savers

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publicado às 21:17

Os produtos tóxicos dos edifícios estão a pôr em risco a nossa saúde?

por Mäyjo, em 20.04.14

Os produtos tóxicos dos edifícios estão a pôr em risco a nossa saúde?

 

Um estudo publicado recentemente destaca os perigos potenciais de um vasto, e pouco conhecido, leque de produtos químicos utilizados nos materiais de construção que podem pôr em risco a saúde humana.

Estes produtos químicos são amplamente utilizados na construção e estão presentes nas paredes, tectos e chão de novas casas, escolas, hospitais e escritórios, locais onde a maior parte das pessoas passa cerca de 90% do seu tempo.

Nestes químicos prejudiciais incluem-se neurotoxinas, substâncias cancerígenas, hormonas artificiais e desreguladores reprodutivos, que podem estar a ter um papel activo no aumento dos problemas de saúde das populações. Uma equipa de cientistas norte-americanos, em parceria com a Rede de Edifícios Saudáveis, realizou um estudo focando-se num problema específico: a asma.

“Apesar de se dar mais atenção e de se intervir mais do que nunca, as taxas de asma continuam a aumentar”, afirma o fundador e director executivo da Rede de Edifícios Sudáveis, Bil Walsh, ao The Huffington Post. “Existem produtos químicos nos materiais de construção que podem causar asma”, sublinha.

Ao cruzar uma lista de substâncias químicas que provocam asma com outras substâncias suspeitas presentes em mais de 1.300 produtos de isolamento, pavimentação e outros materiais de construção, a equipa de Walsh identificou uma lista prioritária de materiais que não devem ser utilizados, de forma a prevenir a asma. Estes 20 produtos destacados têm elevado potencial para desencadearem ataques de asma mas também para serem inalados ou ingeridos pelos ocupantes do edifício.

Muitos compostos orgânicos voláteis, como o formaldeído, foram incluídos na lista e as emissões potencialmente tóxicas destes produtos aumentam quando são novos. Os compostos orgânicos semi-voláteis, que não são tão apreciados pela indústria da construção, também incorporam a lista, devido à propensão para criar riscos interiores de longo prazo à medida que se degradam.

“Aquele cheiro a novo dos edifícios ou dos carros é cheiro a veneno”, declara o presidente-executivo do Bullitt Foundation, o edifício comercial mais verde do mundo, que excluiu da sua construção 360 produtos tóxicos.

Os retardadores de chama, os plastificantes de ftalato e outros materiais foram identificados como desreguladores hormonais. Mais conhecidos pelas suas ligações crescentes à obesidade, ao cancro da mama e ao défice de atenção, os estudos indicam que os produtos químicos podem afectar o desenvolvimento pulmonar em fetos, bebés e crianças pequenas. “Isto pode criar condições que realmente conduzem à asma”, explica Walsh.

Eficiência energética está a aumentar

Nas últimas décadas, à medida que cada vez mais produtos químicos entram no quotidiano humano, os padrões de eficiência energética dos edifícios aumentam. No entanto, mesmo os edifícios que possuam certificação energética podem ainda estar cheios de produtos tóxicos. “Normalmente, as pessoas assumem que um edifício verde é bom para a saúde”, indica Walsh. “Porém, não há nenhum pré-requisito de indicadores de saúde baseados nos produtos químicos e as pessoas podem fazer assunções que não são garantidas”.

Porém, estão a ser tomadas algumas medidas para ter em conta os indicadores de saúde nos edifícios sustentáveis. Numa conferência em Novembro, os reguladores das certificações energéticas revelaram novos requisitos para a obtenção destes certificados, que são uma oportunidade para os construtores eliminarem certos agentes tóxicos.

Assim, não só beneficiariam os utilizadores dos edifícios, como também a indústria da construção e da manutenção, bem como os bombeiros que são expostos aos fumos tóxicos em caso de incêndio dos edifícios.

 

 

Foto:  curtis palmer / Creative Commons

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publicado às 20:08

Lego avança para 100% de energia renovável até 2050

por Mäyjo, em 19.04.14

Lego avança para 100% de energia renovável até 2050

 

A fabricante de brinquedos Lego assinou ontem um acordo de €3,9 mil milhões (R$ 12,3 mil milhões) para que toda a energia por si consumida seja de fontes renováveis, até 2050. A empresa dinamarquesa entrou também para a parceria Climate Savers, da WWF, prometendo melhorar a sua performance em várias prioridades ambientais,

A curto prazo, a Lego prevê o corte de 10% na energia usada para fabricar uma tonelada de peças, produzindo mais energias renováveis nas suas próprias instalações.

“Há oito anos que estamos a crescer bastante. À medida que o fazemos, estamos a tornarmo-nos mais conscientes do impacto que deixamos no planeta. A parceria com a WWF é uma parte importante dos nossos esforços para melhorar as iniciativas de sustentabilidade”, explicou Jorgen Vig Jnudstorp, CEO da Lego.

Um dos grandes desafios da Lego é exportar esta consciência ambiental para os seus fornecedores. Apenas 10% de todas as emissões de carbono ligadas aos produtos Lego são originadas por processos desenvolvidos nas fábricas da empresa dinamarquesa.

As emissões restantes são emitidas pela cadeia de fornecimento, o que irá levar a empresa a colaborar com todos os seus parceiros para tentar reduzir esta dependência.

Nos planos da dinamarquesa estão ainda explorar a forma como podem utilizar menos materiais, aumentar os níveis de reciclabilidade e utilizar materiais reciclados ou renováveis. Este ano, a empresa já começou a utilizar caixas mais pequenas, o que reduz a pegada carbónica das suas embalagens em 10%.

 

Foto:  avrene / Creative Commons

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publicado às 20:40

EUA: cooperativa rural vai instalar maior parque solar do estado de Iowa

por Mäyjo, em 18.04.14

EUA: cooperativa rural vai instalar maior parque solar do estado de Iowa

 

O estado de Iowa, nos Estados Unidos, está prestes a receber o seu maior parque solar, que vai ser instalado por uma cooperativa rural na comunidade de Frytown.

Recentemente, os directores da cooperativa, a Farmers Electric Co-op, reorganizaram 36.422 metros quadrados (propriedade da cooperativa) para a instalação de um parque fotovoltaico de 500 quilowatts. De acordo com os directores, a construção deverá estar concluída em Março de 2014 e vai permitir satisfazer 15% das necessidades energéticas dos 600 elementos da localidade.

“Isto mantém o nosso dinheiro na comunidade”, afirma o gestor da Co-op, Warren McKenna, refere o Grist. “Não enviamos o nosso dinheiro para as grandes empresas. Poupamos o dinheiro de toda a gente”, acrescenta.

Esta não é a primeira vez que a Farmers Electric Co-op aposta nas energias renováveis. Fundada em 1916, a cooperativa começou a investir na energia solar desde 2008, altura em que instalou painéis solares nas escolas Township Elementary e Iowa Mennonite. Está também a ser planeada a instalação de um outro painel solar na Pathway Christian School.

Depois dos painéis fotovoltaicos, a cooperativa desenvolveu um jardim solar, que permite aos residentes locais adquirirem painéis solares a preço reduzido. O valor da energia gerada pelos painéis dos residentes é posteriormente descontada na factura da electricidade.

O estado de Iowa parece estar a apostar fortemente nas energias renováveis. Recentemente, o Facebook anunciou que o centro tecnológico em construção neste estado norte-americano, que deverá estar pronto em 2015, vai funcionar inteiramente com energia eólica.

Tal como a comunidade de Frytown, nos Estados Unidos, também as comunidades rurais portuguesas poderiam apostar num sistema semelhante, nomeadamente aquelas que ainda não possuem electricidade, por forma a gerarem a sua própria energia e potenciarem as suas poupanças, contribuindo sempre para um ambiente mais limpo.

 

Foto:  Muffet / Creative Commons

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publicado às 20:39

Xangai terá o edifício verde mais alto do mundo

por Mäyjo, em 17.04.14

Xangai terá o edifício verde mais alto do mundo (com FOTOS)

 

A China aprecia coisas altas: edifícios altos, pessoas altas e existem até campos de verão concebidos para estimular o crescimento das crianças. Outra obsessão é a ecologia (que contrasta com o aumento dos preocupantes níveis de poluição).

Em breve, a população chinesa terá estes dois cultos – o alto e o verde – num só edifício. O novo arranha-céus de Xangai – oficialmente Shanghai Tower – vai ter 632 metros e será, segundo os construtores, a torre verde mais elevada do mundo.

A estrutura da Shangai Tower foi concebida para satisfazer as exigências do US Green Building Counsil’s LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). “É o edifício mais verde e mais alto na Terra neste momento”, afirma Dan Winey, director da Gensler na Ásia, o atelier de arquitectos que desenhou o edifício.

A torre vai contemplar 121 escritórios e espaço para comércio e para hotéis e vai ter uma fachada em vidro duplo, o que vai reduzir a pegada ecológica do edifício em 34 mil toneladas por ano, refere o Financial Times (FT).  A forma em espiral do edifício vai permitir minimizar as rajadas de vento, cerca de 24%. “O resultado é uma estrutura mais leve que vai poupar €42,7 milhões (R$132,5 milhões) em materiais de construção”, afirma o porta-voz da Gensler. O custo total do edifício está estimado em €1,8 mil milhões.

O edifício vai estar verticalmente dividido numa espécie de nove bairros, com uma decoração que evoca a paisagem campestre dos arredores de Xangai. Cada entrada destes bairros vai ter um jardim plantado em solo primário, misturado com nutrientes extra e composto, que será irrigado com um sistema de gota. Nos jardins vão ser plantadas espécies de várias partes da China. A iluminação exterior do edifício seja feita a partir de energia eólica.

No total, segundo os arquitectos, vão ser aplicadas 43 tecnologias que vão permitir à Shanghai Tower tornar-se o segundo edifício mais alto do mundo, mas também o mais verde, permitindo uma redução de 21% do consumo energético.

torre-xangai_1

 

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publicado às 20:37

Waiau: o lago do Havai que está a desaparecer misteriosamente

por Mäyjo, em 16.04.14

Waiau: o lago do Havai que está a desaparecer misteriosamente (com FOTOS)

 

Desde 2010, o Lago Waiau – o único lago alpino do Havai e o terceiro mais elevado dos Estados Unidos – diminuiu de cerca de seis mil metros quadrados para 115 metros quadrados. Há três anos, a profundidade do Waiau era de 2,74 metros e actualmente é menos de 38 centímetros.

Para além de ser o único lago deste tipo no estado do Havai, o Waiau tem um grande significado na cultura havaiana. Segundo as crenças locais, o Waiau contém águas puras que estão associadas ao deus havaiano Kane e que eram utilizadas para a cura tradicional e rituais de adoração.

O departamento de rangers de Mauna Kea, a montanha mais elevada do Havai, e oObservatório Vulcanológico do Havai têm estado a monitorizar as alterações na superfície do lago desde 2010. Contudo, as entidades oficiais e os cientistas ainda não conseguiram perceber as causas para tais alterações.

Uma das razões apontadas pelos cientistas pode ser a seca que o Havai tem vindo a experimentar desde 2008. Segundo os relatórios da estação meteorológica de Mauna Kea, houve pouca precipitação durante vários meses consecutivos de 2010. “[Isso] pode ter sido o factor que desencadeou a diminuição do nível da água, que foi sustentado pela baixa precipitação nos anos subsequentes”, indica outro relatório do Observatório Vulcanológico, refere o Huffington Post.

Outro factor que os cientistas estão a considerar é o facto de Lago Waiau ser um lago de depósito, onde a água é retida numa depressão à superfície através de substratos impermeáveis. “Estes substratos consistem em camadas de argila siltosa, intercaladas com camadas de cinzas e é possível que exista um permafrost (tipo de solo que se encontra a zero graus Celsius ou a menos, durante dois anos ou mais) alpino subjacente ao lago”, aponta o relatório.

Estas são algumas das possibilidades que os cientistas apontam para a alterações que têm ocorrido no lado, porém, nenhuma ainda foi dada como certa. Desde que foi revelado que a superfície do Waiau está a diminuir, o número de turistas que quer visitar o lago tem aumentado.

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publicado às 20:35

Engenheiro português cria dispositivo híbrido para a produção de energia eólica e solar

por Mäyjo, em 15.04.14

Engenheiro português cria dispositivo híbrido para a produção de energia eólica e solar (com FOTOS)

 

Pedro Ruão, engenheiro de materiais, desenvolveu um gerador de energia inovador a nível mundial, uma vez que possibilita a produção de energia solar e eólica.

O sistema, baptizado de Omniflow, consiste numa turbina omnidireccional imóvel, de baixo impacto visual, que capta o vento e o sol em todas as direcções, o que permite produzir energia através do vento ou da luz solar, ou de ambos em simultâneo, através de um processo combinado para consumo próprio ou de microgeração ao alimentar a rede eléctrica

O Omniflow permite reduzir, em média, 80% do valor factura eléctrica doméstica de uma casa tradicional ou 100% numa casa inteligente.

Este sistema está no mercado desde Setembro de 2013 e conta com uma carteira de clientes quase 100% internacional, de países como o Brasil, Estados Unidos e França.

O sistema omnidireccional desenvolvido por Pedro Ruão pode ser instalado em locais urbanos, como telhados de prédios ou ao nível térreo, sem causar problemas de ruído.

O projecto do engenheiro português foi esta semana distinguido com o prémio da Fundação Altran para a inovação em Portugal.

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publicado às 20:36

Holanda: casas de banho públicas vão armazenar urina para telhados verdes

por Mäyjo, em 14.04.14

Holanda: casas de banho públicas vão armazenar urina para telhados verdes

 

À primeira vista, a ideia de utilizar urina para regar os telhados verdes de um edifício pode parecer um grave problema de saúde pública, mas é esse o plano da Waternet, a empresa de águas de Amesterdão, para encontrar uma alternativa barata e natural aos fertilizantes.

A proposta já foi aprovada e parte do princípio que muitos dos telhados verdes da cidade, para florescer, precisam de nitrogénio, potássio e fósforo, substâncias que podem ser escassas em 2030.

Sabendo que a urina humana contém todos estes três nutrientes, a Waternet desenvolveu um programa piloto de armazenamento de urina das casas de banho públicas, que servirá para regar e fertilizar os jardins públicos e telhados verdes da cidade.

Para testar a teoria, a Waternet colocou urinóis temporários na La Place de la Bourse. “Há um debate entre os cientistas que acham que os recursos de fósforo no mundo natural podem acabar dentro de 50 a 100 anos, e os que dizem que não. O fertilizante de fosfato é um fertilizante orgânico que é usado desde meados do século XIX, e se os pessimistas tiverem razão, uma falta deste nutriente pode pôr em causa a nossa capacidade para cultivar alimentos”, explicou Rich Heap, da UBM Future Cities.

Mesmo que esta visão pessimista não seja verdadeira, a verdade é que a urina pode levar Amesterdão e outras cidades a pouparem bastante dinheiro.

A construção de uma fábrica de processamento da urina arrancou em Setembro, estando concluída em 2014. Com um milhão de pessoas, Amesterdão poderá produzir mil toneladas de fertilizante por ano.

 

 

Foto:  eGuide Travel / Creative Commons

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publicado às 20:34

Como as alterações climáticas vão pôr em causa a indústria dos desportos de Inverno

por Mäyjo, em 13.04.14

Como as alterações climáticas vão pôr em causa a indústria dos desportos de Inverno

 

As alterações climáticas afectam tudo. Inclusive, para os amantes de desportos de Inverno, a quantidade de neve que cai nas montanhas – e nos resorts de ski – e a duração da estação fria, o que pode pôr em causa a viabilidade deste negócio.

Segundo um estudo do jornal Hydrology and Earth System Sciences, em 2050 as montanhas da bacia do rio Colorado – que se estendem pelo Wyoming, Utah, Colorado, Novo México e Arizona – podem ver chegar a Primavera cerca de seis semanas antes do habitual, devido às alterações climáticas e outros eventos naturais na região.

Isto significa, claro, que os resorts de ski terão de se adaptar rapidamente às novas regras da natureza. Mas não só. “O desaparecimento rápido da neve poderá aumentar o problema da falta de água no rio”, explica o jornal. “A chegada antecipada da Primavera significa também uma época seca mais longa, o que aumenta o risco dos incêndios e pressão nos ecossistemas aquáticos”.

Nas últimas décadas, na América do Norte, a quantidade de neve diminuiu entre 1,5 a 2% durante a Primavera, por década. Ou seja, a época da neve está tornar-se mais pequena.

Segundo o Huffington Post, todos estes dados estão a preocupar os gestores dos resorts de ski, que se tornaram nos mais recentes aliados do combate às alterações climáticas. “Temos algumas rotas, na montanha, onde já só existe neve artificial”, explicou o CEO da Jackson Hole, Jerry Blann.

De acordo com o The New York Times, 103 resorts de ski da zona oeste do País poderão não ter 100 dias de neve por ano até 2039. Dentro de 80 anos, apenas quatro dos 14 maiores resorts de ski norte-americanos darão lucro.

“[As alterações climáticas] serão uma devastação económica para a indústria do desportos de Inverno, dependentes da queda de neve”, comenta o relatório. As áreas ligadas ao ski empregam 211 mil pessoas, só nos Estados Unidos, gerando uma facturação anual de €9 mil milhões (R$ 28,5 mil milhões).

“Sem nenhuma intervenção, as temperaturas de Inverno vão aquecer entre 2,4ºC e 6ºC até ao final do século. E gerarão menos neve. As profundidades de neve poderão diminuir entre 25 e 100%”, conclui o estudo.

Na Europa, o cenário poderá ser o mesmo, com muitas das estâncias e resorts de ski a produzirem cada vez mais neve artificial – e a verem o número de clientes a reduzir.

 

Foto:  Archbob / Creative Commons

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publicado às 20:32

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS: UM FUTURO DRAMÁTICO PARA PORTUGAL E PARA O PLANETA, MAS QUE AINDA PODE SER MINIMIZADO

por Mäyjo, em 12.04.14


No dia 27 de Setembro de 2013, às 9 horas (hora de Portugal) o Painel Intergovernamental de Cientistas para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) lançou, em conferência de imprensa, o mais importante relatório científico sobre a ciência climática (sumário em inglês). A conclusão é unanime: as alterações climáticas estão a acontecer, o maior causador são as atividades humanas. As previsões devem-nos deixar muito preocupados, mas ainda é possível evitar o pior.


Este 5º relatório foi elaborado por mais de 800 cientistas e beneficia de modelação mais avançada e de uma maior compreensão sobre as alterações climáticas por comparação com relatórios anteriores. Hoje foi lançado o relatório relativo ao grupo de trabalho sobre ciência climática. Durante 2014, serão lançados os relatórios relativos aos outros grupos de trabalho sobre impactes das alterações climáticas (em março 2014) e mitigação das alterações climáticas (abril de 2014). Em outubro de 2014, será lançado, por último, o relatório global de síntese.

O relatório sobre ciência climática, hoje divulgado, aborda diversos aspetos, entre eles a velocidade atual e futura a que o planeta está a aquecer, os impactes sobre as comunidades e biodiversidade e as principais medidas de mitigação e adaptação às alterações climáticas.

 

Consequências graves

As principais conclusões apontadas pelo relatório e selecionadas pela Quercus são as seguintes:

- Devido aos avanços da ciência do clima e da modelação, estamos mais certo do que nunca que os seres humanos são responsáveis pela maior parte do aquecimento global e seus impactos. As emissões de carbono são responsáveis por todo o aquecimento nos últimos 60 anos. O aumento da temperatura global poderá atingir 4,8 graus Celsius entre os períodos 1986-2005 e 2081-2100.

- As alterações climáticas estão a conduzir a mais fenómenos extremos: ondas de calor, chuvas intensas e subida do nível do mar (poderá atingir 98 cm entre 1986-2005 e 2100).

- Os impactes ambientais estão a acelerar: as camadas de gelo estão a derreter muito mais rapidamente, o aumento do nível do mar está a acelerar e o gelo do mar Ártico está a desaparecer a um ritmo surpreendente.

- Os oceanos têm absorvido uma grande quantidade de CO2, o que está a causar um aumento da acidez que pode perturbar de forma catastrófica toda a cadeia alimentar marinha.

 

Aspetos mais pertinentes para Portugal

Apesar de os dados mais precisos às escalas regionais só virem a ser divulgados oficialmente na próxima segunda-feira, sabe-se desde já que para países do Sul da Europa e da zona Mediterrânica, as perspetivas são dramáticas: menos chuvas mas mais concentradas no tempo e associadas a cheias, mais fogos, custos muito elevados para combater a subida do nível do mar, menor produção agrícola, maior pobreza, e uma enorme perda de biodiversidade.

 

Questões cruciais

Há uma pausa recente no aquecimento global?

Este relatório diz que o aquecimento global combinado de oceanos e atmosfera tem continuado a aumentar sem parar. O aquecimento do ar à superfície diminuiu recentemente, porque o calor foi antes absorvido pelo oceano mas irá voltar para a atmosfera em poucos anos. É um ciclo que ocorreu várias vezes ao longo das últimas décadas. A trajetória de longo prazo permanece a mesmo.

Os modelos usados não estão errados? Não houve uma sobrestimação do aquecimento recente?

Este relatório observa que os modelos estão certos no panorama e tendência globais. Por vezes, os modelos não preveem flutuações de curto prazo, como a recente desaceleração do aquecimento das temperaturas da superfície. Isto é eles consideram a lentidão do aquecimento em determinados períodos, mas podem não acertar no período exato em que tal acontece. O relatório diz-nos que, a longo prazo, os modelos correspondem à tendência observada a longo prazo no aquecimento das temperaturas à superfície.

O que dizer sobre a revisão da “sensibilidade climática”?

Infelizmente, a revisão da chamada “sensibilidade climática” é pequena e não muda o fundamental: as emissões estão a subir rapidamente para o cenário pior, que será catastrófico, não importando assim o nível exato de sensibilidade climática. Por outro lado, a boa notícia é esta revisão aumentar a nossa confiança de que podemos manter o aquecimento abaixo do limiar de 2 graus se estivermos no caminho certo, isto é, não é inevitável ultrapassar esse limite nos próximos anos.

Este relatório considera que não há nenhuma ligação entre a seca e a mudança climática?

O relatório observa que a seca tem aumentado em várias regiões. O relatório também constata que a precipitação aumentou noutras regiões. Essas mudanças anulam-se quando se toma uma visão global, sendo que a uma escala regional há um claro aumento na seca.

 

Conferência das Nações Unidas sobre clima em Varsóvia é próximo momento decisivo

O relatório agora divulgado lança para a discussão política que irá acontecer em novembro, em Varsóvia, um dado muito importante: há um limite à emissão de dióxido de carbono (CO2) para o aquecimento do planeta não exceder 2º Celsius. Neste momento, já usámos mais de metade do CO2 que podemos. O relatório traça um caminho claro para evitar alterações catastróficas. Temos que começar a diminuir as emissões, com cortes significativos nos próximos anos, eventualmente, baixando as emissões nas próximas décadas para zero.

A 11 de novembro de 2014, em Varsóvia, os líderes mundiais estarão reunidos na Cimeira anual convocada pelo secretário-geral da ONU Ban Ki Moon para enfrentar a atual "ameaça ao desenvolvimento, à estabilidade dos países e economias e à saúde do planeta”.

Os governos devem criar mais fundos para aumentar a resiliência e o apoio às comunidades vulneráveis que já sofrem os impactes das alterações climáticas. Mais recursos estariam disponíveis se os governos eliminassem os subsídios atribuídos aos combustíveis fósseis e, em vez disso, estimulassem o acesso às energias limpas e renováveis para todos.

A garantia por um futuro climático seguro será possível se os governos desviarem os investimentos de desenvolvimento tecnológico de novos processos de extração de combustíveis fósseis (gás de xisto e areias betuminosas) para a energia limpa e renovável, bem como para soluções inovadoras sobre formas mais eficientes de utilização de energia. As soluções existem e tomar medidas faz sentido, proporcionando importantes benefícios para as comunidades, economias e ambiente que delas dependem.

 

Fonte: http://varsovia.blogs.sapo.pt/

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publicado às 17:43



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