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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Os americanos foram convidados a colocar os países europeus em um mapa. Aqui está o que eles escreveram:

Mäyjo, 25.04.14

Recentemente foram colocadas algumas questões para avaliar o "conhecimento geográfico" num teste. Os participantes tiveram de escrever no clocal correto os nomes num mapa político europeu em branco. Infelizmente, eles não se saíram muito bem, mas algumas de suas respostas são hilariantes (ou hilariantemente mal-informados).

Mas não seja tão rápido a julgar americanos - quando Buzzfeed publicou uma pesquisa similar para testar conhecimentos britânicos sobre os 50 estados dos Estados Unidos, eles também não se sairam bem. 

Se por um lado, saber estados de um país é diferente de saber países independentes, por outro lado, alguns estados dos EUA são maiores do que alguns países europeus, e alguns estados dos EUA têm economias maiores do que alguns países europeus.

As lacunas no conhecimento também se justificam pelas realidades históricas e políticas. Muito poucos poderiam identificar corretamente os ex-estados soviéticos ou as nações que compõem a península balcânica. Muitos dos países nessas áreas não têm tido fronteiras estáveis e bem definidas.

Aquilo em que todos nós podemos provavelmente concordar é que há pelo menos alguns americanos que devem tirar o pó do velho atlas ou dos livros de geografia e conferir como é o mundo do outro lado "da lagoa"!

 

O que fica de bom é que pelo menos o nosso país, até há muitos que identificam corretamente!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Manifesto de Suzuki

Mäyjo, 24.04.14

 

Depois do "julgamento" público de David Suzuki, no Canadá, em que foi considerado inocente, chegou a vez de aqui deixar o seu Manifesto do Carbono, em vídeo legendado e em texto (traduzido daqui).

Neste manifesto, David Suzuki acusa as corporações, o governo e os cidadãos do Canadá de crimes contra as futuras gerações.



Manifesto do Carbono de David Suzuki 

«Sou David Suzuki. Estou aqui hoje como um ancião, para além das tentações do dinheiro, fama ou poder! Não tenho uma agenda escondida, venho falar a verdade!

Os seres humanos no mundo natural são muitas vezes demasiado belos para palavras! Passei a maior parte da minha carreira a filmar as maravilhas da natureza e nosso lugar nela. E muitas vezes, as palavras faltaram-me! Aproximando-me do fim da minha vida, espanto-me com o poder, a tecnologia, a riqueza e o consumo que a humanidade adquiriu! E que transformou as nossas vidas, mas ao mesmo tempo, destruindo os sistemas de suporte da vida em que a nossa existência e bem estar dependem: o ar, a água, o solo e os alimentos, atividade fotossintética e biodiversidade.

Agora, os meus netos são a alegria da minha vida, mas eu sei como é incerto o seu futuro, e que todas as ninharias da nossa sociedade de consumo não podem compensar as maravilhosas riquezas e a generosidade da natureza! Mas não é preciso ficar comovido com a beleza do mundo para compreender que dependemos dele completamente para a nossa própria existência. A minha geração pós-guerra e os 'boomers´(geração de 60) que se seguiram viveram como reis e rainhas, numa festa, como se não houvesse amanhã, sem preocupações com o tipo de mundo que iríamos deixar para as crianças. Bem, a festa acabou! 

“Seres humanos e o mundo natural estão em rota de colisão… Se não forem controladas, muitas das nossas práticas correntes colocam em sério risco o futuro que queremos para a sociedade humana… Não restam mais do que uma ou poucas décadas antes que as hipóteses de reverter as ameaças que agora enfrentamos desapareçam, e as perspetivas para a humanidade, diminuam drasticamente… É necessária uma grande mudança na nossa administração da terra e da vida na terra, se se quer evitar um enorme sofrimento humano, a nossa casa comum neste planeta não pode ser irremediavelmente mutilado.”

Essas palavras são de um Aviso de Cientistas do Mundo à Humanidade, de novembro de 1992, há mais de duas décadas. Foi assinado por mais de 1700 cientistas seniores, de 71 países, e incluiu mais de metade de todos os vencedores de prémios Nobel.

Desde esse aviso dos cientistas, estudos científicos atrás de estudos científicos, documentaram o estado perigoso da atmosfera, dos oceanos, das florestas, da extinção de espécies, poluição tóxica, e consequências imprevistas de novas e poderosas tecnologias.

Agora, estamos à beira de um precipício, que nós próprios cavamos. Em menos de cem anos, conseguimos perder de vista a nossa dependência absoluta da natureza, e a responsabilidade de não deixar desmoronar a nossa casa. Congratulamo-nos com o crescimento, a expansão, os avanços tecnológicos e os lucros, e vivemos na ilusão de que a nossa criatividade nos permitirá manter a economia a crescer sem limite.

O Canadá anda perto da linha da frente quando se trata de crescimento e lucro no mundo. E a tirania da crença de que a economia é o que mais importa para o país transformou-nos até um ponto em que dificilmente nos conseguimos reconhecer. George Monbiot escreveu: "O Canadá, um país decente, culto e liberal, foi transformado num petro-estado delinquente." Eu acredito que isto é o que somos, um país que, apesar de tudo o que a ciência nos diz, e apesar do que as mudanças no clima nos dizem, está determinado a espremer todas as gotas de petróleo do solo, para agarrar o último dos lucros, para alimentar um vício que sabemos que está a destruir o futuro das novas gerações.

Governos e corporações (empresas multinacionais) não estão apenas a falhar-nos, eles são as forças motrizes que nos estão a levar ao limite, ignorando deliberadamente as consequências e cometendo, assim, o que só pode ser chamado de crime intergeracional. As consequências das suas ações - e inações - vão-se repercutir por gerações. A cegueira voluntária é uma ofensa condenável, assim como a negligência criminosa, mas um crime intergeracional é um conceito tão recente que ainda temos de desenvolver os mecanismos legais para agir. Aqueles a quem chamam os nossos líderes, devem ser responsabilizados. 

E esta responsabilidade deve-se estender a todos os cidadãos do Canadá. Nós falhamos às nossas crianças e ao nosso planeta, por causa do nosso medo da mudança e do nosso medo do futuro.
Eu acuso as corporações, incluindo os sectores automóvel, energia, farmacêutica, química e agrícola: de colocarem o lucro e o crescimento antes de tudo o resto, incluindo da sobrevivência e saúde da sociedade. De que o seu lobbyng corporativo está a tornar a agenda do país vergonhosa.
Eu acuso os políticos canadianos de crimes intergeracionais. As suas ações afetarão os nossos netos e os netos deles.

Eu acuso as corporações canadianas e o governo de atividades imorais, com consequências devastadoras para as nações mais pobres e vulneráveis do globo.

Eu acuso os políticos do Canadá e os seus cidadãos de cegueira voluntária, de falharem em estar informados de assuntos críticos que têm o poder de influenciar, e de falharem em agir quando estão conscientes de crises ecológicas evitáveis.

Se o meu país se recusa a me exonerar, então ele é culpado por não conseguir defender a acusação alegada, de liberdade de expressão. Se as minhas palavras forem consideradas traição, então que seja!

Com o meu Manifesto do Carbono, eu pretendo parar estes crimes

1 - Acabar com os combustíveis fósseis como a principal fonte de energia. Durante uma geração, devem ser mantidos no solo. Isso significa que a exploração e os subsídios para a indústria de combustíveis fósseis acaba agora.

2 - Salvar os maiores sumidouros de carbono da terra: a floresta boreal do Canadá e os nossos oceanos devem ser protegidos.

3 - 70% da nossa energia tem de ser de origem renovável no prazo de uma geração.

4 - Um imposto sobre o carbono de 150 dólares por tonelada, começa agora.

5 - Os cientistas do clima do Canadá devem poder partilhar as suas descobertas sem censura e sem interferência de interesses políticos e corporativos.

Ofereço-vos este manifesto - compromisso

Os seres humanos tornaram-se tão poderosos que estão a alterar as propriedades biológicas, químicas e físicas do planeta numa escala geológica. Devemos olhar para o futuro, e a ciência, em vez da política ou da economia, deve ser o nosso guia.

Eu sei que a nossa dependência dos combustíveis fósseis tem de acabar.

Eu sei que serão necessárias enormes mudanças para nós sobrevivermos como espécie, ainda mais para prosperar numa crise global convergente em torno do clima, alimentação, água, combustível e economia.

Comprometo-me a parar a epidemia de culpa à volta da crise climática e a reconhecer a minha própria responsabilidade.

A maneira como vivo a minha vida é parte do problema.

Acredito que precisamos de uma nova visão para o futuro como canadianos e como seres humanos
Eu declaro que estou pronto para implementar a mudança.

Quero ser parte da solução, não parte do problema.

Eu estou com o Manifesto do Carbono.

Este é o nosso caminho para a frente!»

Fonte: Tradução do "Suzuki´s Manifesto", Canadá, outubro de 2013

Crise: carvão vai continuar a ser a principal fonte de energia na Polónia

Mäyjo, 23.04.14

Crise: carvão vai continuar a ser a principal fonte de energia na Polónia

 

O carvão é o combustível de eleição da Polónia, quer seja para responder à procura energética como para impulsionar a economia. E assim deverá continuar pelas próximas décadas, uma vez que o Governo está a pressionar as companhias eléctricas para que renovem as suas unidades de produção energética.

Desta forma, a Polónia deverá continuar a ser o “enfant terrible” da Europa, no que concerne às emissões de gases com efeitos de estufa. Mas, surpreendentemente, a Polónia aposta no carvão para atender às exigências climáticas impostas pela União Europeia.

A produção de energia através da combustão de carvão, nomeadamente de lenhite e antracite, é uma forma barata de produção de energia e a Polónia tem reservas abundantes. Apesar de ser uma forma barata de produção de energia, as emissões de dióxido de carbono resultantes da combustão do carvão são elevadas.

As políticas ambientais europeias ditaram que a Polónia deve reduzir a emissões de gases com efeito de estufa em 14%, assim como aumentar a produção de energia a partir de fontes energéticas renováveis. Porém, a Polónia acredita que pode cumprir com os requisitos europeus tornando as centrais de combustão de carvão vais verdes e menos poluentes, refere o Financial Times (FT).

Um dos planos do Governo para reduzir a dependência do carvão era a construção de duas centrais nucleares, mas a crise económica fez com que o Governo relegasse para segundo plano a sua construção.

 

Centrais serão substituídas… algumas

Em vez disso, para continuar a responder às exigências energéticas, através de baixos custos de produção, e para continuar a impulsionar a economia, o Governo polaco prevê que as centrais termoeléctricas existentes – metade das existentes tem mais de 30 anos – sejam substituídas nos próximos anos por novas centrais, mais eficientes e menos poluentes, podendo assim responder às exigências europeias para as emissões de gases. Na verdade, se estas novas centrais forem menos poluentes, a Polónia pode reduzir as emissões em cerca de um terço, de acordo com Krzysztof Kilian, antigo presidente executivo da PGE, a maior companhia energética da Polónia, refere o FT.

A PGE tem já em curso a construção de duas novas centrais com capacidade para produzir 900 megawatts nas suas instalações de Opale. O investimento está estimado em €2,21 mil milhões (R$6,84 mil milhões). Inicialmente, a empresa não queria avançar com a construção, mas o Governo pressionou para que o projecto avançasse, argumentando que era essencial para a segurança energética. Segundo a PGE, o projecto pode ser economicamente inviável, devido aos baixos preços da electricidade, que diminuíram 20% nos últimos dois anos. Também o consumo de energia caiu – 0,6% em 2012.

A verdade é que a Polónia terá que requalificar ou construir novas centrais termonucleares para responder à procura energética. Os operadores estimam que em 2016/2017 pode haver falta de energia nos picos de maior procura, porque as centrais que estão a ser desactivadas, devido à idade, não estão a ser substituídas.

Empresa norte-americana projecta mega cidade flutuante

Mäyjo, 22.04.14

Empresa norte-americana projecta mega cidade flutuante (com FOTOS)

 

Uma empresa da Florida, nos Estados Unidos, projectou uma cidade flutuante que passaria todo o seu tempo no mar. A Freedom Ship, como foi chamada, mede cerca de 1,6 quilómetros e pesa 2,7 milhões de toneladas. Com 25 andares, esta cidade flutuante tem capacidade para 50 mil residentes permanentes e espaço adicional para receber 30 visitantes diários e alojar 20 mil elementos da tripulação.

Tal como uma cidade convencional, a Freedom Ship alberga escolas, hospitais, espaços de lazer, espaços comerciais, um casino, parques, um aeroporto e um porto. Dadas as dimensões desta cidade navio, seria impossível atracar em qualquer porto mundial.

Caso fosse construída, o projecto custaria cerca de €7,4 mil milhões (R$23,1 mil milhões). A Freedom Ship foi concebida para uma rota mundial, com a duração de dois anos cada. A passagem por Portugal seria do mês de Outubro a cada dois anos. O local de início da rota seria na costa leste dos Estados Unidos.

“O Freedom Ship seria o maior veículo jamais construído e seria a primeira cidade flutuante”, afirma Roger Gooch, vice-presidente da Freedom Ship Internacional, empresa que concebeu o projecto. “Este seria um projecto bastante capitalizado e a economia mundial dos últimos anos não tem sido muito convidativa para projectos hipotéticos como o nosso”, explica.

Este projecto é realizável? E qual o seu impacto no ambiente e forma como planeamos as nossas cidades do futuro?